Programa criado em 2023 pela Joia | Experiências Que Transformam amplia a estrutura de gestão de pessoas para conciliar excelência operacional, formação de lideranças e desenvolvimento contínuo da equipe
Briefings, concorrências, orçamentos, fornecedores, montagens, desmontagens, viagens e mudanças de última hora. A rotina do live marketing é marcada pela urgência e por prazos que não podem ser adiados. À medida que a Joia | Experiências Que Transformam cresceu e passou a conduzir projetos maiores e mais complexos, a agência percebeu que não poderia olhar apenas para as entregas. Era preciso também entender como as pessoas estavam vivendo esse crescimento e o que precisavam para se desenvolver junto com a empresa.
Foi nesse contexto que nasceu, em 2023, o De Frente Pra Joia, inicialmente criado para tirar a equipe da rotina operacional e proporcionar experiências, integração e momentos de troca. Com o tempo, a iniciativa ganhou uma estrutura mais ampla de desenvolvimento e gestão de pessoas, com escutas individuais e coletivas, mapeamento de perfis, planos de carreira, formação de lideranças e ações de aprendizado. Desde o lançamento, a iniciativa já impactou 80% da equipe e realizou mais de 200 horas de atendimentos e treinamentos.
“Não existe evento incrível sem pessoas incríveis por trás. Não adianta cuidar da experiência de milhares de pessoas em um evento e esquecer da experiência de quem trabalha para construí-lo”, afirma Flávia Morizono, fundadora e diretora de operações da Joia.
A nova fase do programa foi estruturada com o trabalho de Zéh Barreto, da empresa Mottor, a partir de um processo de escuta e diagnóstico da equipe no início deste ano. Segundo ele, o desafio foi transformar ações que já faziam parte da cultura da Joia em um processo contínuo. “O De Frente Pra Joia já existia de forma orgânica. O que fizemos foi organizar esse espaço para que ele pudesse atuar de maneira continuada como uma frente de gente e gestão”, explica.
O trabalho combina atendimentos individuais, ações coletivas, desenvolvimento de lideranças e a Academia Joia, que já promoveu encontros sobre temas definidos a partir das necessidades percebidas pela equipe, como gestão do tempo, produtividade, inteligência artificial, inteligência emocional e liderança. O processo também levou ao redesenho das descrições de cargos e à criação de um plano de carreira.
Para Zéh, esse acompanhamento não pode ser tratado como uma fotografia da organização. “Precisamos trabalhar com um diagnóstico vivo, porque pessoas, equipes e contextos mudam. O desenvolvimento não termina em um relatório”, afirma.
A proposta da Joia não é substituir cobrança por acolhimento. Metas, responsabilidades e padrão de entrega continuam fazendo parte da rotina. A ideia é criar espaço para que as pessoas possam falar, receber feedback, reconhecer dificuldades e desenvolver competências.
“Cuidar não significa passar a mão na cabeça ou eliminar a cobrança. É possível cobrar resultado, buscar excelência e, ao mesmo tempo, ouvir, desenvolver e reconhecer as pessoas”, afirma Flávia.
Os resultados quantitativos completos do trabalho ainda serão avaliados a partir de uma nova rodada de escuta prevista para o fim de 2026. O primeiro diagnóstico, no entanto, já mapeou 5 competências-chave (técnica, relacional, estratégica, liderança e gestão) e resultou na revisão de 100% das descrições de cargos. Qualitativamente, a agência já percebe maior abertura para discutir carreira, desenvolvimento e dificuldades, além de um interesse crescente da equipe em compreender o negócio para além de suas funções individuais.
Para a Joia, a experiência reforça uma premissa: em um setor no qual momentos de intensidade fazem parte da operação, eles não devem se transformar em modelo permanente de gestão. “O objetivo é construir uma empresa capaz de crescer mantendo a qualidade das entregas, mas também desenvolvendo as pessoas que estão por trás delas”, finaliza Flávia.
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