
Levantamento inédito da ABIPLA, debatido ABRALIMP, acende alerta para os riscos à saúde pública, ao patrimônio corporativo e à governança ESG no uso de saneantes clandestinos.
Em um mercado em que a desinfecção e a higienização técnica se consolidaram como pilares de saúde pública e continuidade de negócios, a presença de saneantes clandestinos e informais ainda representa um desafio alarmante para o Brasil. Dados da Pesquisa de Informalidade 2026, realizada pela Mosaiclab para a ABIPLA (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional), revelam que 22,1% das empresas brasileiras e 16,2% dos lares adquirem produtos de limpeza em canais informais.
O estudo foi o tema central do painel “Informalidade em Números: O Retrato 2026 da Informalidade em Produtos de Limpeza”, realizado hoje durante a Higiexpo 2026, a principal feira de limpeza profissional da América Latina, organizada e realizada pela ABRALIMP (Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional). O debate reuniu Jordana Saldanha, presidente-executiva da ABIPLA, Bruno Gonçalves Araújo Rios, gerente-geral de Cosméticos e Saneantes da ANVISA e o mediador Fábio Stort, Diretor da Câmara Setorial de Químicos da ABRALIMP.
O levantamento ouviu 1.000 consumidores responsáveis pelas compras domésticas e 711 gestores responsáveis pela aquisição de insumos de limpeza em empresas corporativas de todo o país. Os números mostram que o uso de saneantes sem registro sanitário ou adquiridos em vias informais compromete diretamente a segurança biológica dos ambientes corporativos e hospitalares.
Diante deste cenário, a ABRALIMP atua em constante comunicação com o mercado e com a sociedade para orientar sobre os graves riscos associados aos saneantes informais e às misturas caseiras de produtos químicos. A entidade alerta regularmente que insumos clandestinos não possuem comprovação de eficácia bactericida e são as principais causas de acidentes químicos no país, gerando altos índices de intoxicação por inalação, queimaduras nas vias respiratórias e casos fatais. Por meio de suas campanhas institucionais, da atuação de suas Câmaras Setoriais e do braço educacional UniAbralimp, a associação reforça continuamente a importância da escolha por produtos registrados na Anvisa, estabelecendo a informação técnica, a segurança biológica e o compliance como premissas fundamentais da limpeza profissional no Brasil.
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