
ABMI mantém agenda do BMK, projeto voltado à conexão de artistas, selos e empresas brasileiras com mercados, players e oportunidades de negócios no Brasil e no exterior
O Brasil alcançou a 8ª posição entre os maiores mercados de música gravada do mundo em 2025, movimento que reforça a dimensão econômica do setor e amplia a discussão sobre como transformar o crescimento do mercado em novas oportunidades para artistas, selos, gravadoras e empresas independentes. Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) avança no segundo semestre de 2026 com a agenda de projetos como o BMK, Brazil Music Market. O projeto articula a presença da associação em feiras, conferências e rodadas de negócios em diversos territórios do Brasil, com foco em conexões, oportunidades e circulação da música independente brasileira. O BMK tem ações previstas no Formemus, no Espírito Santo, em outubro, e na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo), em novembro.
Com foco em conectar essas iniciativas ao mercado internacional, a ABMI também participará da WOMEX, em Las Palmas, Gran Canaria, na Espanha, em delegação promovida pela BM&A em parceria com a FUNARTE, em outubro, e da CIMA, no Canadá, evento que sediará também a WINCON, conferência da rede internacional de fonográficos independentes que discute mundialmente soluções para o mercado musical.
Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o momento do mercado reforça a necessidade de ampliar a capacidade de conexão do setor independente com outros mercados. “O crescimento do mercado brasileiro mostra que existe uma oportunidade importante para que artistas, selos e empresas independentes ampliem sua atuação. Nossas ações em territórios brasileiros buscam integrar as diferentes empresas fonográficas que garantem a diversidade da produção musical nacional. A internacionalização passa por criar conexões, acessar informações estratégicas, conhecer novos mercados e estabelecer relações que possam se transformar em negócios e circulação para a música brasileira”, afirma.
O cenário ajuda a dimensionar esse movimento. Segundo o relatório anual da Pró-Música Brasil, o mercado fonográfico brasileiro faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1% em relação ao ano anterior. O streaming respondeu por cerca de R$ 3,4 bilhões, mantendo-se como principal motor das receitas do setor. O desempenho fez o país avançar da 9ª para a 8ª posição no ranking mundial da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). No mesmo período, a IFPI registrou crescimento de 6,4% no mercado global, para US$ 31,7 bilhões, enquanto a América Latina foi a região que mais cresceu, com alta de 17,1%.
Nesse contexto, a ABMI funciona como uma plataforma de articulação para seus associados, aproximando o mercado independente brasileiro de redes, iniciativas e profissionais da indústria musical. “A ideia é que o crescimento do mercado não fique restrito aos números de faturamento, mas também se traduza em possibilidades concretas de desenvolvimento para quem produz e movimenta a música independente no Brasil. A presença em ambientes de negócios e troca profissional é parte desse processo e fundamenta nossa atuação também frente às ações de regulação de mercado”, acrescenta Talita Cordeiro.
Com o mercado brasileiro em trajetória de expansão e a música latino-americana ganhando espaço no cenário global, a representatividade da ABMI se fortalece, expandindo o diálogo com novos territórios, incorporando e criando soluções para auxiliar o acesso a informações, ferramentas e plataformas, e atuando para impulsionar o desenvolvimento sustentável do mercado.
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