Crescimento de 10% no setor de Cosméticos é registrado no primeiro semestre de 2022

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O site de notícias da Hair Brasil, Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética, divulgou uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) sobre o setor no Brasil.

O levantamento registrou um crescimento de cerca de 10% nas vendas ex-factory (ou seja, que consideram o faturamento de fábrica, sem adição de impostos sobre vendas) no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período de 2021.

De acordo com a pesquisa, o dado apresenta uma avaliação positiva do retorno da economia pós-pandemia, uma vez que o setor havia fechado o ano anterior em queda. A performance do setor é reflexo do desempenho positivo das vendas ex-factory registrado em todos os segmentos que compõem o mercado de HPPC.

Os fatores responsáveis pelo desempenho do setor no semestre são a somatória do retorno cada vez mais sólido dos brasileiros à rotina de compras, aos efeitos da recomposição gradual das margens dos produtos que fazem parte da cesta de cuidados pessoais. O potencial de consumo também é favorecido pela desaceleração do desemprego e pela circulação de recursos adicionais na economia, com a concessão de novas parcelas do Auxílio Brasil.

O maior destaque foi para a categoria de maquiagem (incluindo maquiagem para unhas, boca, rosto, olhos e multifuncional), que cresceu 20% nas vendas ex-factory no período, em comparação ao 1º semestre de 2021. As vendas dessa categoria haviam diminuído com o uso de máscaras de proteção facial, mas o fim da exigência tem feito com que muitos consumidores voltem a realizar compras de reposição de produtos que utilizavam antes da pandemia e impulsionados pelas novidades no mercado.

No segmento de Perfumaria, o crescimento foi de pouco mais de 16% em vendas ex-factory. O segmento foi impactado pelo aumento dos preços, mas as empresas passaram a buscar novas alternativas para manter seus consumidores e atrair novos compradores. Um dos recursos adotados tem sido investir em mais opções de apresentação, com variações do mesmo produto em tamanhos diferentes, por exemplo. Esse movimento da indústria permite atender a consumidores com diferentes possibilidades de desembolso, mantendo o acesso aos produtos pelos brasileiros

Segundo a pesquisa, a  pandemia reforçou a importância dos hábitos de higiene e a essencialidade dos produtos de HPPC na manutenção da saúde e promoção do bem-estar.

O setor de HPPC trabalhou muito nos últimos dois anos (2020 e 2021), para segurar o repasse do aumento dos custos para os preços finais de seus produtos, compreendendo as consequências da pandemia no cenário econômico e no bolso do consumidor brasileiro, esse foi um esforço grande para manter ao máximo o acesso da população aos produtos do setor, tão essenciais para o dia a dia.

Em 2021, o setor fechou o ano com inflação média, 7 pontos percentuais abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi 10,1%. Até julho de 2022, seguiu abaixo do IPCA, com 8,5% contra 10,1%, nos últimos 12 meses.  Em agosto, foi a primeira vez em que o índice acumulado dos últimos 12 meses (IPCA), do setor, que fechou em 11,9%, ficando acima da média inflacionária geral 8,7%.

Para João Carlos Basílio, presidente-executivo da Abihpec.“Isso ocorreu por conta da necessidade dos fabricantes, de recomposição das margens, já que o setor não estava repassando os custos há algum tempo. Os resultados de 2020 foram impactados pela pandemia, no ano passado (2021) os reajustes ficaram abaixo da inflação geral e o que se vê agora é resultado desse movimento de recomposição das margens”.

Fonte: Hair Brasil/Foto: Freepik