Pesquisa revela que 71% dos consumidores costumam levar marmita para o ambiente de trabalho

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Close-up of businesswoman having lunch break at her desk n the office.

Desde 2020, a Galunion, consultoria especializada no setor de alimentação fora do lar, realizou seis edições da pesquisa de alimentação na pandemia, evidenciando as constantes mudanças decorrentes deste cenário no mercado brasileiro de Food Service. A sétima edição, realizada em junho desse ano, traz dados que mostram quais os hábitos e as preferências dos consumidores que irão prevalecer nesse momento, além de revelar como estão os hábitos relacionados a trabalho híbrido e as rotinas diárias de almoço das pessoas, especialmente em relação a temas como “marmita”. O estudo foi realizado de 12 a 22 de junho de 2023, contou com 1.003 entrevistas respondidas por pessoas a partir de 18 anos, das classes ABC, em todo o território nacional.

Com objetivo de saber como estão as preferências dos consumidores atualmente, uma pergunta foi feita para verificar se os respondentes têm consumido em restaurantes, bares, lanchonetes, cafeterias, padarias, fast foods e similares, presencialmente, na frequência que gostariam. Neste quesito, os dados mostram que 54% estão satisfeitos enquanto 46% não estão. Isso abre um leque de oportunidades para negócios que operam no setor. Segundo a fundadora e CEO da Galunion Consultoria, Simone Galante, após a pandemia houve uma mudança importante dos hábitos, principalmente relacionados ao local de trabalho, fazendo com que as marcas tenham que pensar em estratégias para ressignificar e buscar uma diferenciação para atrair clientes.

“Na nova edição da pesquisa, vimos que 36% dos consumidores estão trabalhando de forma híbrida. Além disso, em 2023, apenas 37% voltaram a trabalhar 100% do tempo no local de trabalho, como escritório, consultório, fábrica e outros pontos fora de casa. E quem mais voltou a trabalhar 100% do tempo no local de trabalho foram homens entre 25 e 40 anos. Isso impacta de forma direta e indireta nas questões ligadas à alimentação, principalmente em bairros ou regiões que são mais empresariais. Outro ponto que deve ser levado em consideração é a expressividade do delivery, as alternativas de quando se trabalha em casa e aspectos que envolvem a redução de custos durante as refeições”, revela Simone Galante. 

Como o almoço foi apontado na mais recente pesquisa como a principal refeição do dia para 66% dos respondentes, a consultoria quis entender melhor se, quando almoçam no local de trabalho, os consumidores costumam levar marmita. E ficou claro que esta é uma prática muito relevante, já que 71% dos consumidores afirmaram levar marmita ao trabalho com alguma frequência.

“Com base neste contexto, pudemos observar que mulheres costumam levar muito mais marmita quando almoçam no local de trabalho, sendo 78%, enquanto apenas 66% dos homens possuem esse costume. Ainda com base nos hábitos, perguntamos como é essa marmita e foi possível verificar que 55% optam por algumas vezes comprada pronta, algumas vezes feita em casa; 40% preferem sempre a opção com comida feita em casa e apenas 5% buscam sempre comida comprada pronta. Isso está intimamente relacionado aos novos hábitos pós-pandemia. Na pesquisa, também questionamos sobre quais atividades os consumidores fazem com maior ou menor frequência hoje em comparação com antes da pandemia. Quando relacionado aos costumes na própria residência, 54% revelaram que cozinham mais e 46% que estudam e trabalham mais em casa”, explica Nathália Royo, especialista em inteligência de mercado na Galunion.

Já sobre os motivos pelos quais os consumidores optam pela marmita para o almoço quando estão no local de trabalho, 65% afirmam que é para economizar dinheiro, 51% para comer de forma mais saudável e 34% para economizar tempo. Como o tempo foi uma das questões levantadas, o estudo quis verificar que tipo de comida os respondentes buscam quando há pouco tempo para comer. As opções mais rápidas, como salgados com 47% e sanduíches/hambúrgueres com 43% são as preferências nesta situação. Além disso, também figuram cafés, chás, sucos, vitaminas e similares com 28%, pizzas com 24%, comida brasileira caseira em 23% e massas com 20%.

Finalmente, o segundo motivo mencionado pelos consumidores foi o de comer de forma mais saudável, o que também se viu refletido nessa pesquisa em algumas mudanças de hábito do consumidor que demonstram maior cuidado com a própria saúde. Quando perguntados sobre alguns hábitos que passaram a fazer mais agora do que no período antes da pandemia, 52% dos respondentes indicaram que prestam mais atenção aos rótulos e origem dos alimentos e 41% estão cuidando mais da saúde por meio da alimentação, com dietas específicas ou suplementos.

“Esses dados refletem quais são as principais necessidades que levam o consumidor a optar pela marmita e não comer no estabelecimento ou mesmo não pedir por delivery para comer no local de trabalho. Essas necessidades, se endereçadas e atendidas de forma apropriada pelas operações de Food Service, podem mostrar oportunidades de atração de parte desse público que hoje prefere a marmita como opção de almoço quando está no local de trabalho”, pondera Simone Galante.

Foto: Freepik